Chovia muito e Juliene chegou encharcada em casa.- Drooooga! ai que ódio, que ódio!!!
Salém pula do sofá com os gritos de Juliene que acaba de entrar.
Naquele dia nada havia dado certo, exceto o fato de ter visto o rapaz do prédio da frente novamente.
Enquanto tirava a roupa para ir para o banho, Juliene falava com o gato.
- Salém, vi ele outra vez. Eu estava entrando na redação quando vi ele descer do carro. Tá eu sei que eu vou parecer uma loca, necessitada, mas eu parei e fiquei olhando ele de longe ai quando ele chegou perto eu entrei. Da minha sala vejo ele do outro lado...
Juliene Gritava do banheiro, até parecia que estava falando com uma pessoa.
Saiu do banho e foi para a sala, viu Salém na janela, olhando a chuva.
- É companheiro, se não fosse você com que eu ira conversar? parece que somos só eu e vc.
Uma tristeza enorme toma conta daquele apartamento.
Juliene precisa de algo novo em sua vida, talvez por isso se agarrou na ideia de uma possível paixão pelo rapaz q ela via todos os dias de sua janela, a monotonia tomou conta de sua vida e ela mas do que nunca precisava de alguém além do gato...
Ao som de Cassia Eller em uma musica que diz assim:
"Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar, nem pra rir
Socorro, alguma alma, mesmo que penada
Me entregue suas penas
Já não sinto amor, nem dor, já não sinto nada
Socorro, alguém me dê um coração
Que esse já não bate, nem apanha
Por favor, uma emoção pequena
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta
Em tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Socorro, alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada
Socorro, eu já não sinto nada, nada
Em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada..."
Uma unica lagrima escorre em seu rosto, um silencioso pedido de Socorro, que não é visto por mais ninguém além de salém.
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